"No que é que eu me vim meter? Eles são doentes e eu enfiei-me mesmo na boca do lobo!". Joaquim foi buscá-la. Estava entusiasmado, mas ao mesmo tempo triste por Inês nunca ter percebido que ele não era mudo, skinhead, nazi, malfeitor ou vilão. Era apenas tímido e estava apaixonado. Ou sentia alguma coisa por ela e nunca tinha tido coragem para o expressar por palavras.
Inês continuava com o coração descompassado. Tinha medo de ser sacrificada numa cruz suástica e que Joaquim a entregasse à alma de Hitler. "Calma, já não tens cinco anos. Tudo isto tem que ter um propósito". E tinha. Numa sala comprida e com cinco colunas distribuídas longitudinalmente, estava uma mesa, com uma vela e uma rosa vermelha. "Obrigado por teres vindo, Inês".
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