A voz era de uma espécie de mordomo que trouxe uma cadeira e convidou-a a sentar-se. "Terás uma noite inesquecível, prezada Inês", disse o polido gajo na sequência, retirando-se do recinto. Inesperadamente um pianista começou a executar uma sonata de Chopin, das preferidas da homenageada de tão solene cerimônia. Joaquim apareceu.
Cabisbaixo, admitiu seu plano. Explicou sobre seu amor secreto, falou do quanto pensava nela e que tudo aquilo era uma tentativa de impressioná-la. Desculpou-se pela ausência de palavras por tanto tempo e também pelo comportamento esquisito de sempre. Inês escutou com atenção e, apesar de lisonjeada, sentiu-se confusa. Olhou para seu admirador e, sem titubear, perguntou: "mas por que o Mein Kampf?"
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