No final, Deus destruiu o céu e a terra. O planeta, outrora deserto e vazio, encheu-se para se voltar a esvaziar. Mas antes da destruição total, um novo profeta tinha vindo ao mundo. Um homem que nascera numa cidade qualquer da terra, que agora já não tem nome, não tem história – não tem sequer tempo ou lugar. O profeta, de seu nome M., acompanhado por apenas um ser vivo da mesma espécie que ele – uma mulher – resistiu ao colapso do mundo.
Ambos, a bordo de um satélite de metal, que mais parecia uma nave enferrujada, pairavam agora no seio do abismo do universo. A terra, ao fundo, era só fogo, e estava mais vermelha que Vénus. Durante dias viajaram sem destino aparente e com poucos recursos. Eis que aconteceu então, o inevitável. O profeta M. e a mulher A. não resistiram ao clamor dos corpos, e esperavam agora um filho. No entanto, certo dia durante o primeiro mês de gravidez, avistaram, pelo vidro da cabine, algo que os fez sorrir. E que sorriso!
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