Havia algo que sempre atormentava M.: “Se realmente sou um profeta, um enviado dos céus, como não pude eu salvar o planeta?” Mais que isso, tentava sem sucesso desvendar seu presságio que agora se materializava num rosto familiar e desconhecido ao mesmo tempo.
Ficou calado durante meses, perambulando pelo pouco espaço de sua morada, armado de raciocínios e lógicas que talvez pudessem lhe dar alguma luz para solver o problema. Dormia muito. Até que um dia despertou com gritos, seguidos de um choro de criança. Correu, encontrou A. deitada com um bebê. Uma criança cuja feição o assustou.
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